Há um ano, logo após o impeachment de Dilma Rousseff, o então recém-empossado Michel Temer fez sua primeira viagem internacional, para Hangzhou, na China, onde participou da cúpula do G20 (o grupo que reúne as maiores economias do mundo). Dali, partiu ao Brasil com um convite, feito por seu colega chinês, Xi Jinping, para retornar ao país em uma visita de Estado. Cumprindo o combinado, o peemedebista voltou à China na quinta-feira. A estadia, que vai durar sete dias, inclui uma visita oficial na capital Pequim e também a participação no encontro dos Brics (grupo que reúne, além do Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul) na cidade de Xiamen, no sudeste do país. Segundo o Itamaraty, os dois chefes de Estado devem discutir oportunidades de investimentos e assinar acordos bilaterais. Mas a viagem não tem apenas um caráter cerimonial: Temer vai se esforçar a todo custo para vender aos chineses os projetos de concessões e privatizações que se tornaram uma das principais marcas d...