PM morto na frente de viatura em Fortaleza era investigado por integrar milícia e cometer homicídios


O cabo da Polícia Militar do Ceará (PMCE) José Heliomar Adriano de Souza Filho, de 42 anos, assassinado a tiros por criminosos, na frente de uma viatura da própria Corporação, em Fortaleza, no último domingo (12), era investigado por integrar uma milícia - responsável por homicídios, extorsões e outros crimes.

Cabo Filho, como era conhecido, estava afastado preventivamente da Polícia Militar, por decisão da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de 11 de março deste ano.

Conforme a portaria, Filho e mais cinco PMs - os cabos Igo Jefferson Silva de Sousa, Anderson Cordeiro de Sousa Eufrásio e Daniel Araújo Costa e os soldados Peron Vitor Oliveira Matos e Jakson Waldeny Ferreira - são suspeitos de envolvimento nos homicídios de Artur dos Santos Rodrigues e Márcio Wallace de Sousa Matos, além da lesão corporal contra um terceiro homem, na região do Grande Pirambu, no dia 15 de fevereiro deste ano.

Os militares ainda são suspeitos de invadir a Comunidade do Caldeirão, também no Pirambu, dois dias depois, para atacar integrantes da facção carioca Comando Vermelho (CV). Entretanto, os seis policiais acabaram baleados. Igo Jefferson teve o ferimento mais grave, chegou a ser preso, mas foi solto devido à condição médica - para cumprir medidas cautelares em casa. José Heliomar usava uma bolsa de colostomia. 

Os ataques criminosos, atribuídos aos PMs, teriam sido motivados por vingança ao assassinato do soldado Bruno Lopes Marques, no bairro Carlito Pamplona, no dia 12 de fevereiro deste ano, em uma disputa por território. Bruno Lopes também era investigado pelos mesmos crimes atribuídos aos outros PMs.

Fonte: Diário do Nordeste

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