Levy é a primeira baixa na equipe econômica do governo Bolsonaro


Menos de 24 horas depois de ser criticado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) em entrevista, o economista Joaquim Levy pediu demissão da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na manhã de ontem, ele enviou sua carta de demissão ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pedindo para ser desligado do banco. A queda de Levy foi a primeira baixa no alto escalão da equipe econômica montada por Guedes, que é considerado, ao lado do ministro da Justiça Sérgio Moro, um dos principais pilares do governo Bolsonaro. Seu substituto deve ser um nome técnico da iniciativa privada, segundo integrantes da equipe de Guedes, o que deve aliviar o mercado financeiro, que se preocupa com o uso político do banco federal.

“Solicitei ao ministro da Economia meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é de que ele aceda. Agradeço ao ministro o convite para servir ao país e desejo sucesso nas reformas”, disse Levy em sua mensagem a Guedes. Segundo uma fonte, os dois teriam conversado na manhã de ontem sobre o pedido de desligamento do executivo. O diálogo “foi cordial e houve muita concordância", de acordo com a mesma fonte.

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