Brasileiro está menos confiante com volta do emprego


Maria Vitória Borges, de 47 anos, passou quase sete horas na fila de 15 mil pessoas, que tentavam conseguir emprego no mutirão de março, no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. “A fila começou a crescer em forma de caracol, a gente nem sabia direito onde começava e onde terminava. No fim, acabei fazendo amigos.”
Nos últimos anos de crise, a única oportunidade que apareceu para ela foram os trabalhos temporários como fiscal em provas de concursos. "Não desisto, mas acho que o emprego de carteira assinada é uma coisa ainda muito distante."
Com o alto desemprego e a queda do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, o brasileiro se mostra um dos menos confiantes quando perguntado se acredita que irá encontrar uma oportunidade de trabalho nos próximos três meses.
Para Ricardo Basaglia, da Michael Page, o trabalhador brasileiro está mais realista ao considerar situação ainda complicada do mercado de trabalho. "Antes da crise, o Brasil viveu uma expectativa de crescimento e de formalização do mercado de trabalho que hoje está muito distante. A recuperação da economia também tem ocorrido em uma velocidade menor do que se imaginava."



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