Mais de 30 pessoas serão denunciadas pela tragédia em Milagres


Mais de 30 pessoas serão responsabilizadas pelos fatos que deram na tragédia de Milagres, no Cariri cearense. O caso, uma tentativa de assalto ao Bradesco e ao Banco do Brasil (BB) ocorrida na madrugada de 7 de dezembro do ano passado, terminou com 14 mortes - entre as vítimas, seis reféns. Gente inocente que teve o caminho interceptado por assaltantes e acabou sendo levada para a linha de tiro da polícia.
Por enquanto, nove assaltantes sobreviventes foram denunciados pelo de Grupo de Atuação de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Ceará (MPCE). Já estaria também na Vara de Delitos de Organizações Criminosas a denúncia do MPCE contra, pelo menos, quatro policiais que atiraram e teriam matado os oito bandidos e os seis reféns.
Promotores de Justiça negam que a denúncia esteja concluída, mas a perícia nas armas recolhidas dos policiais do Grupo de Ação Tática Especiais da (Gate) da PM atestariam que os tiros que mataram os reféns teriam partido de fuzis ou de pistolas usadas pelas forças de segurança do Ceará.
Os laudos da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informariam ainda que os projéteis das armas usadas pelos assaltantes - espingardas e revólveres - seriam incompatíveis com as balas deflagradas contra os seis inocentes.
A pedido de um delegado que investiga o caso, a Pefoce realizou exames periciais de "eficiência e comparação balística" com os projéteis retirado dos corpos das vítimas. Em um dos lotes, foram enviadas uma pistola PT 100, calibre 40, acompanhada de dois carregadores; uma pistola calibre 380 com um pente de munição e uma pistola israelense, calibre 9mm, sem carregador. As três armas foram recolhidas das mãos dos policiais.
Além dos atiradores do Gate, outros militares também serão responsabilizados. 

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