Ceará registra 24 notificações e uma morte por meningite em 2019


Doença infectocontagiosa de relevante gravidade, a meningite fez a primeira vítima no Ceará em 2019. Dos 24 casos notificados nos dois primeiros meses do ano, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), um evoluiu para óbito. Entre as notificações, quatro são do tipo mais perigoso da doença, a meningocócica. A incidência predominante foi entre pessoas de 30 a 59 anos de idade, representando 40% dos casos. 
No ano passado, o Estado registrou 401 casos confirmados da doença, taxa de incidência de 4,5 casos por cada grupo de 100 mil habitantes, com 37 mortes. Classificando por etiologia, as meningites não especificadas somaram 48,1% dos casos, segundo a Sesa. As virais, por sua vez, totalizaram 26,7% das ocorrências e as bacterianas - as formas mais graves da infecção - 19,5%.
Se analisados os últimos nove anos, entre 2010 e 2018, quando foram confirmados 3.405 casos de meningites, a faixa etária mais acometida pela doença foi a de 20 a 39 anos, com 28,3% dos casos, seguida de 40 a 59 anos, com 18,1% das ocorrências. Apesar disso, é no período da infância que a preocupação é maior, devendo os pais atentarem ao calendário de imunização, considerada a forma mais efetiva de prevenção contra a enfermidade.
“O problema das crianças é porque elas têm um sistema imunológico ainda em formação, sendo mais suscetível um adoecimento de forma mais grave. Mas a criança tem a sua vacinação garantida, prevista pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, destaca a supervisora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde, Sarah Mendes. 

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