Escrita roubada no analfabetismo funcional no Brasil
Não compreender a escrita em sua essência e, por vezes, não se comunicar plenamente, continua sendo um entrave para a melhoria de vida no Brasil. Em tempos onde a informação é uma das ferramentas mais poderosas para garantia de direitos, a falta de conhecimento continua a negar o acesso, principalmente, entre os mais velhos. Três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos no Brasil são considerados analfabetos funcionais. São 29% do total, o equivalente a cerca de 38 milhões de pessoas, classificados nos níveis mais baixos de proficiência e escrita, conforme pesquisa do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) no Brasil - 2018.
Quanto mais alta a escolaridade, maior a proporção de pessoas nos níveis mais altos da escala Inaf. É possível constatar ainda a diferença na proporção de analfabetos funcionais entre mais jovens e mais velhos. Enquanto 12% de jovens entre 15 e 24 anos situam-se nessa condição, esta proporção chega a 53% dentre pessoas entre 50 e 64 anos.
Do total, 8% são analfabetos absolutos (não conseguem ler palavras e frases) e 21% estão no nível considerado rudimentar (identifica informações familiares, como datas, nomes familiares e preços).

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