Previdência e abertura comercial são os primeiros desafios de Bolsonaro, diz economista


A reforma da Previdência e a abertura comercial do Brasil serão os principais desafios na área econômica do novo governo de Jair Bolsonaro (PSL). A avaliação é do economista e presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-CE), Lauro Chaves, que ontem apresentou um panorama da situação macroeconômica brasileira após as eleições em evento para o setor imobiliário.
 Para ele, embora a inflação controlada e juros baixos forneça ao novo gestor uma situação bem mais favorável do que a encontrada por seus antecessores, se os projetos de reformas Previdenciária não forem encaminhados ao Congresso já no primeiro ano, é possível que o País volte a entrar em recessão.
 Durante evento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), ele destacou que a reforma da Previdência é considerada a mais urgente por ser a variável que tem mais pesado para o déficit público e que tem contra si a pressão do envelhecimento demográfico da população.
 Do pouco que se sabe da proposta de Bolsonaro para área, é que a equipe dele, capitaneada pelo consultor econômico liberal Paulo Guedes, deve propor a ruptura em dois sistemas. Um novo, com capitalização individual, e o velho. Porém, Chaves alerta que muitas questões ainda faltam ser esclarecidas como, por exemplo, se ainda haverá contribuição das empresas e do Governo; qual o custo da transição; e como a União vai conseguir arcar com o fundo. Também diz que é fundamental que haja mudança nas regras para o funcionalismo e militares. "Se fizer isso tem chance de ganhar credibilidade, mas se não mexer na aposentadoria dos militares e funcionalismo não passa nada".

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