Dilma Rousseff: “Por que vamos ter um plano B a Lula? Para gáudio dos golpistas?”


A ex-presidenta Dilma Rousseff, geralmente pouco afeita a entrevistas, preparou nesta última semana  uma extensa sequência de encontros com a imprensa. O objetivo: defender perante a opinião pública o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em primeira instância a nove anos e meio por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O recurso de Lula será julgado na próxima quarta-feira e, se for confirmada a sentença do juiz Sérgio Moro, que considerou que ele recebeu da construtora OAS um tríplex com reforma personalizada pago com dinheiro de uma conta alimentada por desvios da Petrobras, ele poderá ficar de fora da corrida eleitoral. Até então, Rousseff tem um objetivo: defender que há um golpe em curso no país.
Nesta narrativa, o golpe é um processo com três atos, que se iniciou com o impeachment dela, há quase 17 meses, e pode terminar com o afastamento de Lula das eleições. "Contra [o senador] Aécio Neves há provas cabais: uma fala gravada e uma mala de dinheiro. [Contra] o presidente ilegítimo [Michel] Temer há uma gravação e imagens de um assessor levando uma mala [de dinheiro] para baixo e para cima. E eles estão todos tranquilos exercendo seus cargos. O presidente Lula não tem conta na Suíça, tem essa história absurda do tríplex, e está condenado a mais de nove anos", justifica. E argumenta que o triplex nunca pertenceu a Lula e que a acusação não prova quais benefícios a OAS teria recebido para presentear o ex-presidente.

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