A incerta jogada do PSDB para unir a centro-direita em torno de Alckmin em 2018


Geraldo Alckmin age mais na coxia do que no palco e foi seguindo seu método clássico que nos últimos dias ele obteve vitórias estratégicas: ficou mais próximo de garantir a candidatura pelo PSDB à Presidência em 2018 e viu o partido dar passos públicos rumo à centro-direita, um eleitorado menos interessado na polarização política com o qual o governador de São Paulo já vinha flertando. Agora o tucano se prepara para outro passo do seu plano: definir os termos do divórcio do PSDB com o Governo Temer sem rifar o apoio da legenda à reforma da Previdência e sem, principalmente, queimar as chances de negociar um eventual apoio do PMDB a seu nome na disputa do ano que vem.
Na segunda-feira, o ganho decisivo foi interno. Alckmin conseguiu que o senador cearense Tasso Jereissati e o governador goiano Marconi Perillo retirassem suas candidaturas à presidência do partido para que ele próprio a assuma, por aclamação, num acordo costurado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Se vingar, o governador em São Paulo por quatro mandatos deve assumir o controle na legenda em disputa aberta há meses.

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