Temer é o primeiro presidente a responder por crime durante mandato
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta segunda-feira o presidente Michel Temer
(PMDB) pelo crime corrupção passiva. O peemedebista se torna o primeiro
presidente brasileiro no exercício do mandato a ser denunciado por um
crime comum. Caso a denúncia seja autorizada pela Câmara dos Deputados,
por 342 votos dos 513 parlamentares, e aceita pela maioria dos ministros
do Supremo Tribunal Federal, Temer será afastado do mandato por até 180
dias. E se for condenado, pode ficar de 2 a 12 anos preso. Na denúncia,
o procurador ainda pediu que Temer pague uma multa de 10 milhões de
reais, como reparação de danos coletivos.
A investigação contra o chefe do Poder Executivo começou em maio passado, após um acordo de colaboração premiada firmado por diretores da JBS com o Ministério Público Federal. O empresário Joesley Batista, sócio da JBS, gravou um diálogo com o presidente no qual relatou o cometimento de uma série de crimes. Entre eles, o de comprar o silêncio do ex-deputado federal e aliado do presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o de pagar propina a membros do Ministério Público de do Judiciário e o de tentar ter influência no Governo por meio de representantes da gestão federal. Mesmo diante de tantos relatos, Temer nada fez. Apenas o ouviu e concordou com a possibilidade de calar Cunha. Em pronunciamentos públicos, o presidente relatou que só queria se “livrar” de Joesley, a quem chamou de um "conhecido falastrão".
A investigação contra o chefe do Poder Executivo começou em maio passado, após um acordo de colaboração premiada firmado por diretores da JBS com o Ministério Público Federal. O empresário Joesley Batista, sócio da JBS, gravou um diálogo com o presidente no qual relatou o cometimento de uma série de crimes. Entre eles, o de comprar o silêncio do ex-deputado federal e aliado do presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o de pagar propina a membros do Ministério Público de do Judiciário e o de tentar ter influência no Governo por meio de representantes da gestão federal. Mesmo diante de tantos relatos, Temer nada fez. Apenas o ouviu e concordou com a possibilidade de calar Cunha. Em pronunciamentos públicos, o presidente relatou que só queria se “livrar” de Joesley, a quem chamou de um "conhecido falastrão".
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