Após denúncia de Janot, quem assume e o que acontece se Temer for afastado?

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira, um pedido para que o presidente Michel Temer seja processado por corrupção passiva.
Só que, para o processo ir adiante, precisará do aval da Câmara dos Deputados.
Lá, a denúncia será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) depois de ouvidos os argumentos da defesa, e seu relatório será submetido ao plenário para votação.
Pelo menos dois terços da Câmara, ou seja, 342 dos 513 deputados, terão de votar pela autorização do processo para que ele vá ao STF. Na ausência desses votos, o Supremo fica impedido de dar andamento à ação.


    Se o pedido for aprovado no Legislativo, os 11 ministros do STF votam para decidir se Temer vira réu. Se isso acontecer, o presidente será afastado por 180 dias, e quem assume interinamente o comando do país é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
    Após esses seis meses, se o julgamento não for concluído, Temer poderá voltar ao posto até o final de seu mandato, em 2018. O processo, ainda assim, continua em tramitação, mesmo com Temer no cargo. 

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