OAB: Contestação de áudio não compromete pedido de impeachment
Acuado por denúncias de corrupção, participação em organização
criminosa e tentativa de obstrução à justiça, o presidente Michel Temer
(PMDB) se apega hoje na tentativa de desqualificar as gravações de áudio
do empresário Joesley Batista, delator da Operação Lava-Jato, para se
manter no cargo, conter a dissolução da base aliada e trancar o recente
inquérito aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF). Batista,
em uma inédita ação controlada feita para Polícia Federal e pelo
Ministério Público para colher provas demolidoras de corrupção no
governo, gravou conversa com o presidente Michel Temer em que ele ouve o
empresário afirmar, entre outros pontos, que estava cooptando juízes e
um procurador e comprando o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha e
do operador do PMDB Lúcio Bolonha Funaro.
Na madrugada deste domingo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu patrocinar um pedido de impeachment contra o presidente, o nono desde que vieram a público, na quarta-feira passada, as primeiras revelações de Joesley Batista em acordo de delação premiada. Em entrevista a VEJA, o presidente da OAB Claudio Lamachia diz que a contestação da legitimidade dos grampos, feita pela defesa de Temer, não compromete o processo de impeachment no Congresso, afirma que o peemedebista perdeu completamente as condições de governabilidade e diz que, em caso de saída do presidente do cargo, a Constituição prevê uma única alternativa: eleições indiretas conduzidas pelo Congresso Nacional.
Na madrugada deste domingo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu patrocinar um pedido de impeachment contra o presidente, o nono desde que vieram a público, na quarta-feira passada, as primeiras revelações de Joesley Batista em acordo de delação premiada. Em entrevista a VEJA, o presidente da OAB Claudio Lamachia diz que a contestação da legitimidade dos grampos, feita pela defesa de Temer, não compromete o processo de impeachment no Congresso, afirma que o peemedebista perdeu completamente as condições de governabilidade e diz que, em caso de saída do presidente do cargo, a Constituição prevê uma única alternativa: eleições indiretas conduzidas pelo Congresso Nacional.

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