Michel Temer e sua "homenagem" no Dia Internacional da Mulher
No Dia Internacional da Mulher, data tradicionalmente marcada por passeatas e, neste ano, por um chamado de greve internacional em prol de direitos, Michel Temer fez uma "homenagem" ao 8 de março em que reduzia o papel delas na sociedade brasileira à tarefas como cuidar da casa, da formação dos filhos e do gerenciamento das compras no supermercado.
Criticado por criar um primeiro escalão do governo federal quase que exclusivamente masculino, Temer afirmou que "aqui e fora do Brasil" a mulher ainda é tratada como uma figura "de segundo grau, quando na verdade, ela deve ocupar o primeiro grau em todas as sociedades".
O peemedebista afirmou que dizia isso com "a maior tranquilidade", por ter absoluta convicção "até por formação familiar e por estar ao lado da Marcela", do "quanto a mulher faz pela casa, o quanto faz pelo lar, o que faz pelos filhos".
"Se a sociedade vai bem, quando os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada educação e formação em suas casas. E seguramente isso quem faz não é o homem, isso quem faz é a mulher", afirmou.
O discurso durou pouco mais de 10 minutos e foi proferido no Palácio do Planalto, na presença de figuras como a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, a secretária nacional de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes e a advogada-geral da União, Grace Mendonça. A primeira dama, Marcela Temer, também esteve presente, mas falou por menos de dois minutos.
Temer aproveitou para exaltar sua participação nos ganhos de direitos femininos ao longo do tempo no Brasil, após lamentar que o direito ao voto só tenha sido dado às mulheres "nos idos de 1930".
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