STF decide nesta quarta se mantém ou derruba afastamento de Renan
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se reunirá nesta
quarta-feira (7), a partir das 14h, para buscar uma saída no impasse
criado com o Senado a partir da decisão liminar (provisória) do ministro
Marco Aurélio de afastar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência da Casa.
O julgamento foi marcado nesta terça (6) pela presidente do STF, Cármen
Lúcia, depois que o próprio Marco Aurélio telefonou a ela, pela manhã,
liberando o caso para deliberação dos demais ministros, após o Senado
recorrer.
A crise entre os dois poderes tomou proporções maiores após Renan se recusar a receber a notificação da decisão de Marco Aurélio e a Mesa do Senado decidir descumprir a decisão.
A crise entre os dois poderes tomou proporções maiores após Renan se recusar a receber a notificação da decisão de Marco Aurélio e a Mesa do Senado decidir descumprir a decisão.
A decisão levou a presidente do STF, Cármen Lúcia, a chamar alguns colegas de tribunal
ao seu gabinete para encontrar uma forma de aplacar a crise instalada
entre os poderes. Em visita à ministra, o vice-presidente do Senado,
Jorge Viana (PT-AC), participou de algumas conversas.
Na sessão desta quarta, deverão participar da decisão sobre o afastamento somente 9 dos 11 ministros do STF.
Luís Roberto Barroso já se declarou impedido, por ter integrado um escritório com os advogados que assinaram a ação da Rede que pediu o afastamento de Renan. Gilmar Mendes, por sua vez, está em viagem à Europa.
O afastamento de Renan Calheiros pode ser revertido se os ministros acolherem um recurso apresentado pelo Senado, segundo o qual a decisão de Marco Aurélio causará "enormes prejuízos ao já combalido equilíbrio institucional e político da República".
O pedido argumenta que a medida ainda colocaria em risco o andamento normal das votações marcadas na Casa, sobretudo da proposta de emenda à Constituição que estabelece um teto de gastos para a União, prevista para 13 de dezembro.
Uma solução alternativa, sugerida pelo Senado em seu recurso, é retirar Renan Calheiros da linha sucessória da Presidência, mas não do comando do Senado.
Luís Roberto Barroso já se declarou impedido, por ter integrado um escritório com os advogados que assinaram a ação da Rede que pediu o afastamento de Renan. Gilmar Mendes, por sua vez, está em viagem à Europa.
O afastamento de Renan Calheiros pode ser revertido se os ministros acolherem um recurso apresentado pelo Senado, segundo o qual a decisão de Marco Aurélio causará "enormes prejuízos ao já combalido equilíbrio institucional e político da República".
O pedido argumenta que a medida ainda colocaria em risco o andamento normal das votações marcadas na Casa, sobretudo da proposta de emenda à Constituição que estabelece um teto de gastos para a União, prevista para 13 de dezembro.
Uma solução alternativa, sugerida pelo Senado em seu recurso, é retirar Renan Calheiros da linha sucessória da Presidência, mas não do comando do Senado.

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