“Está tudo armado para evitar que Lula seja candidato”

Não foi um bom ano para o Brasil: o país acumula uma queda do PIB de 4%; a presidenta Dilma Rousseff foi deposta em setembro em um julgamento político; e as labirínticas tramas de corrupção colocaram em xeque o Governo que a substituiu. 

A saída do túnel, segundo Tarso Genro, natural de São Borja, no Rio Grande do Sul, passa por uma inescapável renovação política. “A crise econômica não será superada sem que a política seja”, opina o ex-ministro da Educação, de Relações Institucionais e da Justiça nos Governos de Lula (2002-2009), governador do Rio Grande do Sul, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), e um dos maiores defensores do Fórum Social Mundial de Porto Alegre.

Para Genro, o impeachment se baseou em uma “retirada arbitrária da presidenta pela simples formação de uma maioria política no Congresso brasileiro”, já que “não houve delito de corrupção nem abandono de suas obrigações presidenciais”. Em sua opinião, o PT e seus dois principais líderes, Lula e Rousseff, sofreram uma campanha de descrédito por parte da mídia “que formam um oligopólio no Brasil”. E, segundo o ex-governador, essa foi a principal causa do descalabro do PT nas eleições regionais de outubro.

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