Neoparlamentarismo: Temer recebeu 72 congressistas
Um levantamento dos jornalistas Andrea Jubé, Fábio Pupo e Bruno Peres (leia aqui)
confirma que, desde o início do golpe parlamentar de 2016, o Brasil não
é mais um país de sistema político presidencialista, mas sim
parlamentarista.
Como quem decide quem
governo ou não o País é o Congresso Nacional, e não mais os eleitores
que votam para presidente, o interino Michel Temer já recebeu 72
parlamentares em 90 dias de interinidade, mais do que os 66 recebidos
pela presidente eleita em um mandato e meio.
Dilma era criticada por "não ouvir" o parlamento – ou seja, não ceder a todas as chantagens de deputados e senadores.
Para se consolidar no
cargo, Temer confere prioridade total aos deputados e senadores, que
passaram por cima de 54 milhões de votos. Segundo o deputado José
Guimarães (PT-CE), que foi líder do governo Dilma, o interino faz a
"política do varejo" no Congresso, tentando acomodar todos os
interesses.
No fim de agosto, ele
precisará de 54 votos no Senado para continuar no poder e o
toma-lá-dá-cá ficou explícito quando o senador Hélio Gambiarra (PSD-DF)
ganhou a Secretaria de Patrimônio da União e disse ter poderes até para
"nomear uma melancia".

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