Parlamento da Nicarágua rejeita afastamento de Dilma Rousseff
A Assembleia Nacional da Nicarágua rejeitou nesta terça-feira
"energicamente" o afastamento de Dilma Rousseff da presidência
brasileira devido ao processo que pode levá-la ao impeachment.
Por 63 votos a favor, em sua maioria de deputados sandinistas, e 24
contra, a parlamento resolveu "rejeitar publicamente a suspensão do
cargo" da governante.
Em sua resolução, a Assembleia Nacional qualificou o caso como "um impeachment viciado, irregular e fraudulento".
"Não há dolo, não há roubo, não há enriquecimento (ilícito), Dilma
Rousseff está sendo julgada e destituída por uma razão meramente
política", disse a jornalistas o presidente da Comissão de Relações
Exteriores do Legislativo, o sandinista Jacinto Suárez.
O parlamento nicaraguense também pediu "a volta imediata da presidente
ao cargo e a continuidade de seu mandato constitucional".
Até agora o governo nicaraguense mantém normalmente relações diplomáticas com o governo do Brasil.
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