Escola Nota Zero

Buracos em forro seriam passagem de morcegos para dentro da escola (Foto: John Pacheco/G1)
As condições precárias e o risco de desabamento impediram o início do segundo semestre letivo para cerca de 250 alunos, a maioria crianças, que estudam na Escola Estadual David Miranda dos Santos, construída há mais de três décadas na comunidade quilombola de São José do Matapi, na Zona Rural de Macapá.
A situação motivou a interrupção das aulas, que deveriam ter começado na segunda-feira (10). A decisão partiu de parte dos professores e dos responsáveis dos alunos, como a dona de casa Cleia Barbosa, de 26 anos, que tem uma filha de 8 anos cursando a 3ª série do ensino fundamental.
A dona de casa participou de um protesto em frente à instituição na quinta-feira (13) que cobrou de autoridades e da direção da escola uma interdição imediata no prédio, que segundo ela, é lar de vários animais, entre morcegos, cobras e caramujos, além de cupins, que consumiram parte do quadro branco de uma das salas.
"É uma precariedade aqui, pois o quadro das crianças o cupim está 'comendo', e assim não tem como uma criança aprender. Estamos reivindicando porque hoje não tem mais condição. Se acontece alguma coisa quem vai dar a vida de uma criança dessas? Prefiro minha filha em casa do que aqui. Queremos 'para ontem' uma resposta", desabafou Cleia Barbosa.

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