Boa ideia!
De acordo com a Oxitec, empresa responsável pelo projeto, os Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) machos, quando liberados, encontram instintivamente fêmeas selvagens na natureza. Os filhotes desses cruzamentos morrem antes da idade adulta. Dessa maneira, diminui-se a população selvagem do inseto praga, que no caso é o mosquito Aedes Aegypti. Ainda de acordo com a empresa, durante o primeiro mês, 800 mil mosquitos serão soltos por semana. A quantidade será reduzida gradualmente, acompanhando a redução de insetos na área tratada. A expectativa é de que em dez meses não haja mais Aedes no bairro.
Pelo projeto, a Prefeitura de Piracicaba pagará R$ 150 mil. A soltura dos Aedes geneticamente modificados é considerado um projeto experimental pois ainda está em processo de liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com o secretário de Saúde da cidade, Pedro Mello, Piracicaba é altamente favorável à procriação do Aedes Aegypti mosquito transmissor da dengue. “Enfrentamos esse problema por conta das condições climáticas do município e pelo fato de parte da população ter uma cultura de acumular materiais inservíveis, que armazenados de forma incorreta são potenciais criadouros para o mosquito. Mesmo com o intenso trabalho que temos realizado nos últimos anos, a doença tem avançado e depois de estarmos sem o registro de óbitos desde 2010, tivemos uma morte em 2013 e duas em 2014”, alerta o secretário.
Anunciado no dia 2 de março, o projeto piloto em parceria com a Oxitec prevê uma extensa fase de engajamento público, com ampla divulgação do projeto. O mosquito Aedes Aegypti é o transmissor da dengue e da chikungunya.
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