Bolsa Família

 Em audiência no Senado, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) defendeu nesta terça-feira as investigações da Polícia Federal que concluíram não ter havido crime na difusão de boatos sobre o Bolsa Família, o que provocou tumultos em agências da Caixa Econômica Federal em maio. Ao negar que a PF tenha agido sob orientação política do governo para não apontar culpados, Cardozo disse que foi "impossível" identificar as causas dos boatos.
"O que se detectou é que foram vários botos simultâneos, sendo impossível detectar a causa. Foi um conjunto de circunstâncias que levou a isso, não sendo possível identificar uma fonte para autoria específica dessas situações", afirmou.
Cardozo disse que a Polícia Federal ouviu mais de cem pessoas no inquérito, entre elas os primeiros beneficiários que foram às agências da Caixa tentar sacar o pagamento do programa na época. O ministro afirmou que a PF também ouviu pessoas que teriam recebido ligações de uma empresa de telemarketing afirmando que o Bolsa Família ia acabar, mas Cardozo disse que não foi possível à PF identificar se isso, de fato, ocorreu.

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